Aí eu fui passar frio na praia por 4 dias. Na segunda-feira, quase todo mundo que estava com a gente voltou pra São Paulo e aí durante a madrugada só eu e meu primo ficávamos acordados. Sempre cada um em um sofá, lendo sua revista. Os diálogos eram sempre a respeito de alguma matéria e se desenvolviam sempre com muitos "q" porque cada um ficava com seu fone ouvindo algo bem alto. Lá pelas 2h, quando tudo estava tudo escuro e bem silencioso, meu tio acordou dizendo que ouviu um barulho. Eu e meu primo dissemos que não ouvimos nada, meu tio estava sonhando. Tudo pra não tomar a bronca do "sempre alerta!". E aí meu tio veio com um "vou contar uma história pra vocês...". Quando ele vem com essa, NUNCA é coisa boa. Porque ele não é de falar muito e nunca fala algo que envolvam terceiros. Quando ele diz isso, é porque a história vai envolver terceiros e não é pra falar bem. Enfim. Ele disse que no dia que eles chegaram, um cara estranho e MANCO veio pedir uma churrasqueira emprestada. Disse que era sobrinho do dono da casa e começou a fazer perguntas do tipo quando iríamos embora e etc. Em seguida, meu tio foi dormir. Ah, foi ótimo. Eu preferia que ele tivesse contado a história da loira do banheiro. Resolvi ir deitar no quarto e fiquei na dúvida se dormia com os fones ou se prestaria atenção a todos os barulhos que rondam uma casa a dois quarteirões da praia durante o inverno (= não dormir nunca mais). Fiquei com a segunda opção e me sentindo muito pateta, porque fiquei pensando nas saídas que eu tinha, caso alguém entrasse na casa. O fato do cara ser manco deixou a história bem mais assustadora. Pensei no Capitão Gancho ouvindo o jacaré se aproximar. Meus pensamentos eram tipo:
1. se o cara entrar e tentar roubar as coisas sem fazer barulho, eu tento ligar pra alguém? se eu ligar pro meu irmão, que é o número mais fácil da discagem rápida do celular, vai adiantar algo? não, vou ligar pra polícia direto. tá, e? eu, por acaso, sei o nome da rua dessa casa? grande bosta.
2. se ele não fizer barulho, eu grito pela casa e acendo a lanterna de 10 mil velas na cara dele. como se fosse um helicóptero. no meio da sala.
3. se for mais de um cara e eles acordarem todo mundo, eu escondo meu celular? ligo pro meu irmão e ele vai ouvir toda a bagunça e ligar pra polícia. e ele, por acaso, sabe o endereço da casa?
4. fingir que sou surda-muda e esperar a reação deles pra poder improvisar algo.
5. tentar esconder minhas coisas dentro da fronha, tipo o ipod e o celular que nem terminei de pagar ainda.
Tudo isso e eu simplesmente ignorei informações como: a operadora do meu celular não funcionou na casa durante o feriado. E que meu irmão estava em SP e mais alienado que eu. Por fim, dormi bem rápido porque pensar desse jeito cansa demais.
1. se o cara entrar e tentar roubar as coisas sem fazer barulho, eu tento ligar pra alguém? se eu ligar pro meu irmão, que é o número mais fácil da discagem rápida do celular, vai adiantar algo? não, vou ligar pra polícia direto. tá, e? eu, por acaso, sei o nome da rua dessa casa? grande bosta.
2. se ele não fizer barulho, eu grito pela casa e acendo a lanterna de 10 mil velas na cara dele. como se fosse um helicóptero. no meio da sala.
3. se for mais de um cara e eles acordarem todo mundo, eu escondo meu celular? ligo pro meu irmão e ele vai ouvir toda a bagunça e ligar pra polícia. e ele, por acaso, sabe o endereço da casa?
4. fingir que sou surda-muda e esperar a reação deles pra poder improvisar algo.
5. tentar esconder minhas coisas dentro da fronha, tipo o ipod e o celular que nem terminei de pagar ainda.
Tudo isso e eu simplesmente ignorei informações como: a operadora do meu celular não funcionou na casa durante o feriado. E que meu irmão estava em SP e mais alienado que eu. Por fim, dormi bem rápido porque pensar desse jeito cansa demais.

2 Comments:
4. fingir que sou surda-muda e esperar a reação deles pra poder improvisar algo
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
hahahahaha
ia ser muito bom eles se comunicando em libras com vc pra pedir o ipod dentro da fronha!
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