Chega numa hora que você é obrigado a se conformar com as coisas mais supérfluas. O tempo, por exemplo. Porque hoje já é domingo (eu considero como sábado, mas aqui no blog vai aparecer como domingo) e eu acho que não fiz nada do que gostaria. Se fiz, fiz pela metade.
Eu queria ter ido pra faculdade na sexta, terminado o tal relatório que vai me dar a nota de todas as matérias do semestre, ou ter ficado na minha vó. Ter ajudado a preparar as coisas e jantar ali, com todo mundo. Depois, queria ter saído. Botado conversas em dia e ter visto certos rostos, que faz muito tempo que não vejo e sinto muita falta. Voltar pra casa depois do amanhecer e dormir até tarde.
Mas não deu. Fui pra faculdade, não terminei o tal trabalho, fui gongada pelo professor, tentei sair cedo, cheguei tarde na minha vó e todos já tinham ido embora. Ela, inclusive, que estava com a maior cara de sono e mal me deu oi.
No sábado, eu queria ficar em casa morgando na internet. Conversar com todos aqueles que nunca vi. Também queria sair pra encontrar pessoas e andar na Paulista. Mas também queria passar o dia na minha vó. Queria também falar com a minha mãe. Saber se ela continua com a dieta durante a semana, por conta da pressão/colesterol/diabetes/triglicérides. Queria olhar pra cara dela, no mínimo. Coisa que só consegui fazer no domingo passado, pela última vez. Ou então queria ir na casa dos meus priminhos.
Mas não deu. Consegui passar o dia com a minha tia. E só. Não vi minha vó, nem minha mãe, nem meus amigos, nem terminar o trabalho da faculdade e nem senti o cheiro dos meus priminhos.
Também queria ter saído durante a noite. Conhecer algum lugar legal, conversar, voltar pra casa de madrugada e todas essas coisas.
Mas não deu. Minha coluna tá
fodida e eu não consigo levantar a perna esquerda sem gemer. Fiquei tentando arrumar o computador do meu tio que deu pau e ele precisa terminar um serviço pra segunda-feira. Não consegui e resolvi voltar pra casa, frustrada. Porque já era mais de 1h da manhã e eu tenho que acordar antes das 9h.
No final disso tudo, eu queria ter ficado quieta. Porque é se fazer muito de coitada. E criar coisas onde talvez não existam.
Mas não deu.