Eu tenho uma mania idiota de tentar resolver os problemas do mundo. Se eu cantasse, seria a versão feminina do Bono...
Essa mania idiota atrapalha muito a minha vida. Talvez porque eu não a tenha mais? A vida, digo. Por exemplo. Alguém diz que está entediado e quer companhia pra comprar um par de meias. Eu não trabalho e estou de férias da faculdade. Eu posso ir junto. E vou. Em seguida, alguém diz que quer companhia no msn. Eu já comprei o par de meias e posso, agora, ficar no msn. E vem minha vó com 20 brócolis pra limpar e meu tio com 2400 copos pra decorar. Assim sucessivamente. No final, é assim que terminam as minhas férias. Isso não é uma reclamação, porque é o tipo de coisa que não custa. Claro que algumas coisas têm prioridade. Não no senso comum, mas pra mim. É uma bola-de-neve, que não termina nunca. As pessoas se acostumam e passam a contar comigo pra certas coisas. Isso me preocupa. Não consigo parar de fazer as coisas e sair andando. Oh, elas já faziam isso antes da minha ajuda. Podem continuar sem e tal. ISSO não entra na minha cabeça.
Talvez seja a maneira que encontrei de me sentir útil. Conseguir acreditar que pessoas realmente precisam de mim, mesmo que a maior parte seja formada por familiares. Fazer com que um número de pessoas notem o dia que eu desaparecer, já que não tenho um cachorro pra me encontrar desmaiada e me desfigurar.
... Não menos patética.
Essa mania idiota atrapalha muito a minha vida. Talvez porque eu não a tenha mais? A vida, digo. Por exemplo. Alguém diz que está entediado e quer companhia pra comprar um par de meias. Eu não trabalho e estou de férias da faculdade. Eu posso ir junto. E vou. Em seguida, alguém diz que quer companhia no msn. Eu já comprei o par de meias e posso, agora, ficar no msn. E vem minha vó com 20 brócolis pra limpar e meu tio com 2400 copos pra decorar. Assim sucessivamente. No final, é assim que terminam as minhas férias. Isso não é uma reclamação, porque é o tipo de coisa que não custa. Claro que algumas coisas têm prioridade. Não no senso comum, mas pra mim. É uma bola-de-neve, que não termina nunca. As pessoas se acostumam e passam a contar comigo pra certas coisas. Isso me preocupa. Não consigo parar de fazer as coisas e sair andando. Oh, elas já faziam isso antes da minha ajuda. Podem continuar sem e tal. ISSO não entra na minha cabeça.
Talvez seja a maneira que encontrei de me sentir útil. Conseguir acreditar que pessoas realmente precisam de mim, mesmo que a maior parte seja formada por familiares. Fazer com que um número de pessoas notem o dia que eu desaparecer, já que não tenho um cachorro pra me encontrar desmaiada e me desfigurar.
... Não menos patética.

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