Ficar sem sair de casa por muito tempo acumula certas energias que não fazem bem. Então, eu resolvi que deveria me livrar delas aos poucos, começando por sair no sábado. A intenção era apenas encontrar amigos pra conversar, enquanto eles jantavam. O combinado foi chegar ao restaurante às 23h. Mas as energias acumuladas atrasaram tudo e chegamos 2h depois. Jantei também. Conversas absurdas, chuva e goteiras depois, resolvemos ir pra outro lugar. Chuva, chuva, chuva. Fomos pra dois lugares absurdos, mas não vou contar porque, por mais livre que meu blog seja, eu não sei quem da família me lê. Enfim chegou o tédio e resolvemos ir embora. Deixamos um amigo em casa, depois de pegar a pior chuva da minha vida. Nunca pensei que esse amigo seria tão bom na flanelinha. Nem que o veria limpando o vidro pra mim. Preciso de um carro com ar condicionado.
Tá.
O problema foi a ida pra Guarulhos, que não encontramos a saída pra Dutra. Três pessoas dentro do carro que só sabem andar de ônibus, sendo que uma estava dormindo. Depois de passar por lugares tipo Tatuapé e afins, encontramos uma placa que dizia "Dutra/ Guarulhos". Aí vem a parte legal(?) da coisa.
Atrás de mim, tinha um carro preto e todo apagado. De repente, ele piscou. Me senti naquele filme que passava no sbt. Um carro todo escuro que perseguia e matava pessoas, algo assim. Senti que aquela piscada foi um lapso. Ele não queria chamar a atenção. Acelerei e colei no gol branco da frente. Se ele queria me matar, teria que dar um jeito de despistar o gol também. Mas, sem mais nem menos, o gol branco parou, ligou o pisca-alerta e o motorista desceu do carro com um guarda-chuva. Parei. Olhei pros lados. Só tinha o Motel Gosto de Maçã ali. Achei que fosse conspiração e o da frente fazia parte e também queria me matar. Minha amiga resolveu perguntar pro motorista o que estava acontecendo e ele explicou que o acesso estava todo alagado, não daria pra passar.
- não dá pra passar?
- não, essa é a última saída
- e se for reto, vai pra onde?
- minas gerais
- direitinho pra belo horizonte??
Olho pra trás e vejo uma fila absurda de carros parados atrás da gente. As perguntas começaram a surgir. De onde surgiu tanta gente? Pra onde foi o carro escuro? Onde estávamos? E, principalmente, pra onde iríamos?
Muito tempo depois, resolvemos entrar no motel pra esperar clarear. Como estávamos em 3, teríamos que pegar 2 suítes. Normas do estabelecimento. A loka que pagaríamos 2 suítes só pra esperar a chuva passar. Largamos a mulher da janelinha falando sozinha e fui virar o carro. Quando viramos de frente, todos os carros tinham sumido. Com exceção do gol branco, todos. Episódio de Arquivo X? Fiquei com dó do cara do gol branco, porque ele tinha ajudado todo mundo. Na falta de um guarda da CET, ele que estava ali guiando todo mundo. Tomando chuva e enfiando o pé na água. Aí todo mundo foi embora e ele ficou lá, sozinho, trocando o pneu.
Como não vimos pra onde todos os carros tinham ido, resolvemos pegar o caminho de MG e arranjar um retorno. Andamos um bocado, voltou a chover horrores, encontramos um retorno e demos de cara com o ônibus que pego todos os dias pra ir pra faculdade, lá no centro. Ele apareceu atrás de mim e, como todas as outras coisas que surgiram atrás de mim naquela noite, sumiu também.
Tá, chega.
De repente, eu estava na PORTA DA MINHA CASA. Levei o Rodrigo pra casa e cheguei em casa às 7h30.
Eu ainda não entendi muito bem o que foi esse final de semana.
Tá.
O problema foi a ida pra Guarulhos, que não encontramos a saída pra Dutra. Três pessoas dentro do carro que só sabem andar de ônibus, sendo que uma estava dormindo. Depois de passar por lugares tipo Tatuapé e afins, encontramos uma placa que dizia "Dutra/ Guarulhos". Aí vem a parte legal(?) da coisa.
Atrás de mim, tinha um carro preto e todo apagado. De repente, ele piscou. Me senti naquele filme que passava no sbt. Um carro todo escuro que perseguia e matava pessoas, algo assim. Senti que aquela piscada foi um lapso. Ele não queria chamar a atenção. Acelerei e colei no gol branco da frente. Se ele queria me matar, teria que dar um jeito de despistar o gol também. Mas, sem mais nem menos, o gol branco parou, ligou o pisca-alerta e o motorista desceu do carro com um guarda-chuva. Parei. Olhei pros lados. Só tinha o Motel Gosto de Maçã ali. Achei que fosse conspiração e o da frente fazia parte e também queria me matar. Minha amiga resolveu perguntar pro motorista o que estava acontecendo e ele explicou que o acesso estava todo alagado, não daria pra passar.
- não dá pra passar?
- não, essa é a última saída
- e se for reto, vai pra onde?
- minas gerais
- direitinho pra belo horizonte??
Olho pra trás e vejo uma fila absurda de carros parados atrás da gente. As perguntas começaram a surgir. De onde surgiu tanta gente? Pra onde foi o carro escuro? Onde estávamos? E, principalmente, pra onde iríamos?
Muito tempo depois, resolvemos entrar no motel pra esperar clarear. Como estávamos em 3, teríamos que pegar 2 suítes. Normas do estabelecimento. A loka que pagaríamos 2 suítes só pra esperar a chuva passar. Largamos a mulher da janelinha falando sozinha e fui virar o carro. Quando viramos de frente, todos os carros tinham sumido. Com exceção do gol branco, todos. Episódio de Arquivo X? Fiquei com dó do cara do gol branco, porque ele tinha ajudado todo mundo. Na falta de um guarda da CET, ele que estava ali guiando todo mundo. Tomando chuva e enfiando o pé na água. Aí todo mundo foi embora e ele ficou lá, sozinho, trocando o pneu.
Como não vimos pra onde todos os carros tinham ido, resolvemos pegar o caminho de MG e arranjar um retorno. Andamos um bocado, voltou a chover horrores, encontramos um retorno e demos de cara com o ônibus que pego todos os dias pra ir pra faculdade, lá no centro. Ele apareceu atrás de mim e, como todas as outras coisas que surgiram atrás de mim naquela noite, sumiu também.
Tá, chega.
De repente, eu estava na PORTA DA MINHA CASA. Levei o Rodrigo pra casa e cheguei em casa às 7h30.
Eu ainda não entendi muito bem o que foi esse final de semana.

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