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16.12.05


Eu não tinha entendido algumas coisas, por isso a ficha não tinha caído. Mas aí, hoje eu acordei (e tava tão cansada) e lembrei de algumas coisas que ajudaram bastante a compreensão. Lembrei que existem algumas coisas. Pequenas, dependendo da pessoa que olha. Que independente da situação, a pessoa pode (deveria?) ser sincera, porque ela tem o livre-arbítrio. Todo mundo tem o direito de pensar o que quiser, quando quiser. E, pior, ela tem o direito de expressar isso da maneira que bem entender. Dá pra errar muito, machucar na hora de falar. Mas aí, faz parte. Deve ser por isso que as pessoas escolhem não falar, como se esse silêncio fosse prova de amizade. É mais fácil ficar quieto mesmo. E se fazer de vítima. Porque, afinal de contas, você não falou de nada.

Chega-se à conclusão, então, que a intimidade é uma merda. Porque isso te dá a sensação de que pode falar tudo quando quiser, na (falsa) confiança de que, acima de tudo, há o amor. E que as expressões "prova de amizade" e "prova de amor" são as coisas mais patéticas que já ditas. E que pensar sobre essas coisas é muita perda de tempo. Porque essas coisas podem se resolver. Não a saúde da minha vó. Botar esse tipo de coisa numa balança é ser ridículo demais.


2:19 PM